Sou um animal ferido
Que se defende matando
Quem de si se aproximar
Sou coração partido
Que já não consegue amar
Sou anjo caído
Não traidor, mas traído
Sou o desespero
Filho do medo
Sucessor da mágoa
Nada mais que um penedo
Habito na obscura incompreensão
Na torre dos tormentos
Situada no penhasco dos maus momentos
Ao lado do abismo da desilusão
E no princípio do fim
Sou quem chega à conclusão
Que não passa de uma ilusão
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Serra
Ergueste Serra imponente e fria
Mãe e Morte de meigo Sol ardente
Rainha de bela harmonia
Pastores, contos e fantasia
Nocturna silhueta sombria
Descalça, sem par ou simetria
Horizonte sempre inatingível
De uma mortalidade inigualável
Não te amo tanto como te odeio
Não esperes receio deste meio
Pois amo aqueles que odeiam amar
Preso nas teias da minha mente
Vês bater Serras de luz sombria
Alma que nunca inteira foi um dia
Mãe e Morte de meigo Sol ardente
Rainha de bela harmonia
Pastores, contos e fantasia
Nocturna silhueta sombria
Descalça, sem par ou simetria
Horizonte sempre inatingível
De uma mortalidade inigualável
Não te amo tanto como te odeio
Não esperes receio deste meio
Pois amo aqueles que odeiam amar
Preso nas teias da minha mente
Vês bater Serras de luz sombria
Alma que nunca inteira foi um dia
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Caminho pela estrada

Caminho pela estrada
Sinto a solidão
Não é minha
Não é tua
É nossa
Ambos sentimos Sua ausência
Mas ausência do quê?
Cruzaste o meu caminho
Mas ambos já partilhávamos o mesmo destino
Diz-me meu Anjo
E agora o que de nós vai ser?
Seremos os renegados?
Tristes condenados?
Eras o meu Anjo
E eu pequei
Era o teu protegido
E tu erraste no perdão
Éramos parte um do outro
Em ti buscava companhia
Na minha mente tu buscavas refugio
E agora frente a frente
Olhos nos olhos
Só conseguimos ver
Triste simetria
Do que já fomos um dia
Gestos iludidos
Sonhos perdidos
Ironia
As tuas asas elevavam-te
Os meus sonhos da terra me libertavam
E agora?
Como sobreviver na solidão
Sonhos perdidos
Asas partidas
Não te preocupes agora
Com este mundo de dor
Serei o teu Anjo da Guarda
Neste caminho sem cor?
És Anjo caído
E isso faz de mim o quê?
Estamos ambos cansados
Mas ambos habituados
Em ti pesam as Eras
Em mim a Vida
Seguimos pela estrada
A paisagem muda
A noite fica
Já reparaste que nos movemos nas sombras?
Mas na sombra de quem?
Não é tristeza que nos invade
Mas triste melancolia
Vagueámos pelo silêncio
Presos no momento
Habitando em torres de tormento
De nós próprios exigimos demais
Queremos demais
Não nos contentamos como os comuns mortais
Mas chega a hora tardia
Noite de Inverno sombria
E percebemos
Que nada somos
Para além do que seremos
Não éramos um de dois
Mas dois de um
Vivemos a solidão
Na companhia um do outro
Vivemos a solidão
Sinto a solidão
Não é minha
Não é tua
É nossa
Ambos sentimos Sua ausência
Mas ausência do quê?
Cruzaste o meu caminho
Mas ambos já partilhávamos o mesmo destino
Diz-me meu Anjo
E agora o que de nós vai ser?
Seremos os renegados?
Tristes condenados?
Eras o meu Anjo
E eu pequei
Era o teu protegido
E tu erraste no perdão
Éramos parte um do outro
Em ti buscava companhia
Na minha mente tu buscavas refugio
E agora frente a frente
Olhos nos olhos
Só conseguimos ver
Triste simetria
Do que já fomos um dia
Gestos iludidos
Sonhos perdidos
Ironia
As tuas asas elevavam-te
Os meus sonhos da terra me libertavam
E agora?
Como sobreviver na solidão
Sonhos perdidos
Asas partidas
Não te preocupes agora
Com este mundo de dor
Serei o teu Anjo da Guarda
Neste caminho sem cor?
És Anjo caído
E isso faz de mim o quê?
Estamos ambos cansados
Mas ambos habituados
Em ti pesam as Eras
Em mim a Vida
Seguimos pela estrada
A paisagem muda
A noite fica
Já reparaste que nos movemos nas sombras?
Mas na sombra de quem?
Não é tristeza que nos invade
Mas triste melancolia
Vagueámos pelo silêncio
Presos no momento
Habitando em torres de tormento
De nós próprios exigimos demais
Queremos demais
Não nos contentamos como os comuns mortais
Mas chega a hora tardia
Noite de Inverno sombria
E percebemos
Que nada somos
Para além do que seremos
Não éramos um de dois
Mas dois de um
Vivemos a solidão
Na companhia um do outro
Vivemos a solidão
Sendo de nós próprios
Anjo Guardião
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Abro os braços e fico imóvel

Abro os braços e fico imóvel
Fico imóvel e a voar
Na boca ainda sinto
O salgado beijo do mar
No meio da bruma
Silencioso na praia
Ergue-se e aguarda
Com o olhar de sombras
O cavalo de cor pálida
O cavaleiro negro aproxima-se.
A sua capa é um pedaço do céu
Os seus olhos profundos enigmas
Que da escuridão são véu
Fico imóvel e a voar
Na boca ainda sinto
O salgado beijo do mar
No meio da bruma
Silencioso na praia
Ergue-se e aguarda
Com o olhar de sombras
O cavalo de cor pálida
O cavaleiro negro aproxima-se.
A sua capa é um pedaço do céu
Os seus olhos profundos enigmas
Que da escuridão são véu
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
És criança de sentimentos

És criança de sentimentos
Mas criança já crescida
Neste vale dos sofrimentos
O amor que te é dado
Por ti é sempre negado
Não sofres por maldade
Mas por essa liberdade
Da tua Terrinha de dor
Sofres sossegada
Na solidão da multidão
Avanças lentamente, embrenhando na escuridão
Esse Coração de pedra, em túmulo de gelo
Parado, para sempre, na fria e letal Estação
Mas criança já crescida
Neste vale dos sofrimentos
O amor que te é dado
Por ti é sempre negado
Não sofres por maldade
Mas por essa liberdade
Da tua Terrinha de dor
Sofres sossegada
Na solidão da multidão
Avanças lentamente, embrenhando na escuridão
Esse Coração de pedra, em túmulo de gelo
Parado, para sempre, na fria e letal Estação
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Sonho
Quando te vejo...
sinto algo
Quando te beijo
chego ao paraíso
Depois...
Acordo!
e logo entristeço
Pois foi mais um sonho
da paixão desejado
Mas não partilhada
Escrito por: caasmenezes
sinto algo
Quando te beijo
chego ao paraíso
Depois...
Acordo!
e logo entristeço
Pois foi mais um sonho
da paixão desejado
Mas não partilhada
Escrito por: caasmenezes
Diz nao as drogas
Esperam os chacais,
ás portas do inferno
por aqueles...
Que á droga se entregam
choram...
as mães,
daqueles fantoches em forma de vida.
Pedindo que a suas suplicas,
não sejam suplicas tardias
escrito por: caasmenezes
ás portas do inferno
por aqueles...
Que á droga se entregam
choram...
as mães,
daqueles fantoches em forma de vida.
Pedindo que a suas suplicas,
não sejam suplicas tardias
escrito por: caasmenezes
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Paixao
Estou perdido
neste vazio, sombrio
mas, tu indicaste o caminho
que agora reconhecido
Abriu-me...
os olhos
a mente
o coração
que quase pardo
começou, ofegantemente
A bater por ti.
Escrito por: caasmenezes
neste vazio, sombrio
mas, tu indicaste o caminho
que agora reconhecido
Abriu-me...
os olhos
a mente
o coração
que quase pardo
começou, ofegantemente
A bater por ti.
Escrito por: caasmenezes
Anjo da guarda
Daquele abismo
Daquela sombra
Daquele medo
Tu asas brancas
me salvaste
Frente a frente
Olhos nos olhos
tu beijaste
e todo o medo e sombra
desapareceu...
O abismo....
tornou-se paz e harmonia.
Escrito por: caasmenezes
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