Suspiro,o tempo que passa
Na leviana vida
Suspiro, a chama que consome
A vida aborrecida
Esta é a maior ferida
Suspiro, a injustiça para com justos
Suspiro, a vida perdida
De quem da vida tomou partido
Quem antes o amor fez suspirar
Suspira agora a dor de amar
Será egoísmo...ou amor supremo?
Dar a vida por quem amamos
Será benção...ou maldição?
Condenar quem nos ama a viver
Quando nós próprios
De viver desistimos por quem amamos
Será coragem
Que nos leva a tomar o lugar na Guilhotina
Ou cobardia
Da solidão repentina
Se for esse o caso
Somos ambos cobardes
Pois o frasco está vazio
Agora
Só me resta esperar
Ansiosa por te abraçar
Neste sono que é eterno
Suspiro, pela falta do teu ar
Após o teu último suspiro
Suspiro sem respirar
sexta-feira, 20 de março de 2009
Esperança
Depois é tarde demais
Neste momento
Tudo pode chegar ao fim
Basta dizer: sim
Não queres mais
A distância separa-nos
Mas o nosso tempo chegou
A mudança é sentida
Vive no teu coração
Na tua alma
Aquilo que muitos chamam de ilusão
Mas uma vez em cada vida
O destino pode ser mudado
A montanha movida
Vê
O quão longe chegamos
Tão longe de casa
Mas não te assustes
Acredita
Eu vou estar a teu lado
Bem lá no fundo TU sabes
Transforma-te no teu destino
E eu seguir-te-ei
Não estás sozinho
Eu seguro a tua mão
Não te deixo embater no chão
Dos grilhões te libertarei
E nos meus braços embalarei
Esse teu Coraçãozinho
Escuta com atenção
A verdade do teu coração
Confirma a minha intenção
Confia no que muitos chamam ilusão
Neste momento
Tudo pode chegar ao fim
Basta dizer: sim
Não queres mais
A distância separa-nos
Mas o nosso tempo chegou
A mudança é sentida
Vive no teu coração
Na tua alma
Aquilo que muitos chamam de ilusão
Mas uma vez em cada vida
O destino pode ser mudado
A montanha movida
Vê
O quão longe chegamos
Tão longe de casa
Mas não te assustes
Acredita
Eu vou estar a teu lado
Bem lá no fundo TU sabes
Transforma-te no teu destino
E eu seguir-te-ei
Não estás sozinho
Eu seguro a tua mão
Não te deixo embater no chão
Dos grilhões te libertarei
E nos meus braços embalarei
Esse teu Coraçãozinho
Escuta com atenção
A verdade do teu coração
Confirma a minha intenção
Confia no que muitos chamam ilusão
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Sou...
Sou um animal ferido
Que se defende matando
Quem de si se aproximar
Sou coração partido
Que já não consegue amar
Sou anjo caído
Não traidor, mas traído
Sou o desespero
Filho do medo
Sucessor da mágoa
Nada mais que um penedo
Habito na obscura incompreensão
Na torre dos tormentos
Situada no penhasco dos maus momentos
Ao lado do abismo da desilusão
E no princípio do fim
Sou quem chega à conclusão
Que não passa de uma ilusão
Que se defende matando
Quem de si se aproximar
Sou coração partido
Que já não consegue amar
Sou anjo caído
Não traidor, mas traído
Sou o desespero
Filho do medo
Sucessor da mágoa
Nada mais que um penedo
Habito na obscura incompreensão
Na torre dos tormentos
Situada no penhasco dos maus momentos
Ao lado do abismo da desilusão
E no princípio do fim
Sou quem chega à conclusão
Que não passa de uma ilusão
Serra
Ergueste Serra imponente e fria
Mãe e Morte de meigo Sol ardente
Rainha de bela harmonia
Pastores, contos e fantasia
Nocturna silhueta sombria
Descalça, sem par ou simetria
Horizonte sempre inatingível
De uma mortalidade inigualável
Não te amo tanto como te odeio
Não esperes receio deste meio
Pois amo aqueles que odeiam amar
Preso nas teias da minha mente
Vês bater Serras de luz sombria
Alma que nunca inteira foi um dia
Mãe e Morte de meigo Sol ardente
Rainha de bela harmonia
Pastores, contos e fantasia
Nocturna silhueta sombria
Descalça, sem par ou simetria
Horizonte sempre inatingível
De uma mortalidade inigualável
Não te amo tanto como te odeio
Não esperes receio deste meio
Pois amo aqueles que odeiam amar
Preso nas teias da minha mente
Vês bater Serras de luz sombria
Alma que nunca inteira foi um dia
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Caminho pela estrada

Caminho pela estrada
Sinto a solidão
Não é minha
Não é tua
É nossa
Ambos sentimos Sua ausência
Mas ausência do quê?
Cruzaste o meu caminho
Mas ambos já partilhávamos o mesmo destino
Diz-me meu Anjo
E agora o que de nós vai ser?
Seremos os renegados?
Tristes condenados?
Eras o meu Anjo
E eu pequei
Era o teu protegido
E tu erraste no perdão
Éramos parte um do outro
Em ti buscava companhia
Na minha mente tu buscavas refugio
E agora frente a frente
Olhos nos olhos
Só conseguimos ver
Triste simetria
Do que já fomos um dia
Gestos iludidos
Sonhos perdidos
Ironia
As tuas asas elevavam-te
Os meus sonhos da terra me libertavam
E agora?
Como sobreviver na solidão
Sonhos perdidos
Asas partidas
Não te preocupes agora
Com este mundo de dor
Serei o teu Anjo da Guarda
Neste caminho sem cor?
És Anjo caído
E isso faz de mim o quê?
Estamos ambos cansados
Mas ambos habituados
Em ti pesam as Eras
Em mim a Vida
Seguimos pela estrada
A paisagem muda
A noite fica
Já reparaste que nos movemos nas sombras?
Mas na sombra de quem?
Não é tristeza que nos invade
Mas triste melancolia
Vagueámos pelo silêncio
Presos no momento
Habitando em torres de tormento
De nós próprios exigimos demais
Queremos demais
Não nos contentamos como os comuns mortais
Mas chega a hora tardia
Noite de Inverno sombria
E percebemos
Que nada somos
Para além do que seremos
Não éramos um de dois
Mas dois de um
Vivemos a solidão
Na companhia um do outro
Vivemos a solidão
Sinto a solidão
Não é minha
Não é tua
É nossa
Ambos sentimos Sua ausência
Mas ausência do quê?
Cruzaste o meu caminho
Mas ambos já partilhávamos o mesmo destino
Diz-me meu Anjo
E agora o que de nós vai ser?
Seremos os renegados?
Tristes condenados?
Eras o meu Anjo
E eu pequei
Era o teu protegido
E tu erraste no perdão
Éramos parte um do outro
Em ti buscava companhia
Na minha mente tu buscavas refugio
E agora frente a frente
Olhos nos olhos
Só conseguimos ver
Triste simetria
Do que já fomos um dia
Gestos iludidos
Sonhos perdidos
Ironia
As tuas asas elevavam-te
Os meus sonhos da terra me libertavam
E agora?
Como sobreviver na solidão
Sonhos perdidos
Asas partidas
Não te preocupes agora
Com este mundo de dor
Serei o teu Anjo da Guarda
Neste caminho sem cor?
És Anjo caído
E isso faz de mim o quê?
Estamos ambos cansados
Mas ambos habituados
Em ti pesam as Eras
Em mim a Vida
Seguimos pela estrada
A paisagem muda
A noite fica
Já reparaste que nos movemos nas sombras?
Mas na sombra de quem?
Não é tristeza que nos invade
Mas triste melancolia
Vagueámos pelo silêncio
Presos no momento
Habitando em torres de tormento
De nós próprios exigimos demais
Queremos demais
Não nos contentamos como os comuns mortais
Mas chega a hora tardia
Noite de Inverno sombria
E percebemos
Que nada somos
Para além do que seremos
Não éramos um de dois
Mas dois de um
Vivemos a solidão
Na companhia um do outro
Vivemos a solidão
Sendo de nós próprios
Anjo Guardião
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Abro os braços e fico imóvel

Abro os braços e fico imóvel
Fico imóvel e a voar
Na boca ainda sinto
O salgado beijo do mar
No meio da bruma
Silencioso na praia
Ergue-se e aguarda
Com o olhar de sombras
O cavalo de cor pálida
O cavaleiro negro aproxima-se.
A sua capa é um pedaço do céu
Os seus olhos profundos enigmas
Que da escuridão são véu
Fico imóvel e a voar
Na boca ainda sinto
O salgado beijo do mar
No meio da bruma
Silencioso na praia
Ergue-se e aguarda
Com o olhar de sombras
O cavalo de cor pálida
O cavaleiro negro aproxima-se.
A sua capa é um pedaço do céu
Os seus olhos profundos enigmas
Que da escuridão são véu
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
És criança de sentimentos

És criança de sentimentos
Mas criança já crescida
Neste vale dos sofrimentos
O amor que te é dado
Por ti é sempre negado
Não sofres por maldade
Mas por essa liberdade
Da tua Terrinha de dor
Sofres sossegada
Na solidão da multidão
Avanças lentamente, embrenhando na escuridão
Esse Coração de pedra, em túmulo de gelo
Parado, para sempre, na fria e letal Estação
Mas criança já crescida
Neste vale dos sofrimentos
O amor que te é dado
Por ti é sempre negado
Não sofres por maldade
Mas por essa liberdade
Da tua Terrinha de dor
Sofres sossegada
Na solidão da multidão
Avanças lentamente, embrenhando na escuridão
Esse Coração de pedra, em túmulo de gelo
Parado, para sempre, na fria e letal Estação
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